sábado, 19 de abril de 2014

Jonas, o profeta

Reconstituição do Palácio Real, em Nínive, na época de Jonas

O livro de Jonas está entre os mais criticados da Bíblia, principalmente devido ao inverossímil evento de ele ter sido engolido por um peixe e ali ficado por 3 dias. Curiosamente, esse também é o aspecto mais atrativo da estória de Jonas entre os jovens. Por ser um livro curto, o livro de Jonas não nos dá muitos detalhes do ocorrido, e talvez seja significativo falar um pouco sobre isso.

ÉPOCA E LUGAR

A referência de tempo que temos é dada pelo reinado de Amazias em Judá (839 - 810 a.C.):

Também este [Amazias] restituiu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate, até ao mar da planície; conforme a palavra do Senhor Deus de Israel, a qual falara pelo ministério de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer. (2ª Reis 14.25)

No séc. 9 a.C., Judá dos judeus e Israel dos samaritanos (respectivamente os reinos do Sul e do Norte) viviam uma situação tensa entre o poderio militar do Egito, Síria e Assíria. Em Israel, terra de Jonas, subia ao trono Jeroboão II, filho de Jeoás (2ª Reis 13), militarmente talvez o mais poderoso dos reis hebreus. O livro de Jonas nos diz que o profeta foi mandado por Deus para pregar em Nínive, capital da Assíria.

A Assíria era o grande poderio militar do Ocidente, naquela época. Em duas ou três gerações, todo o Oriente Médio seria subjugado pelos reis assírios, de cuja linhagem nasceria o famoso Xerxes. Em 824 a.C., o rei Shalmaneser III estava morrendo e o reino era disputado ferozmente pelos príncipes Shamshi-adad V e Assur-danin-pal. O primeiro príncipe, aliado do pai, acabara de instituir uma nova capital militar da Assíria em Kalhu, deixando Nínive como uma capital religiosa dedicada à deusa guerreira Ishtar. Nínive, entretanto, havia sido dominada pelo 2º príncipe, junto com outras 26 grandes cidades do império. Por isso a missão de Jonas era urgente: entre os anos de lutas dos dois príncipes, ele estava prestes a iniciar um período de 80 anos em que a violenta Assíria teria piedade dos reinos vizinhos...

Um dos produtos mais valiosos da região de Nínive era o betume ou piche, que aflora das rochas como uma lama de asfalto. Desde a antiguidade esse material era extraído, derretido em fogo aceso no próprio óleo e transportado em grandes cestos por mulas. Noé usou betume para vedar as tábuas da arca (Gênesis 6.14); o betume também foi usado para cimentar os tijolos da torre de Babel (Gênesis 11); a famosa Ur dos Caldeus (de onde saiu Abraão) foi um ponto famoso de comércio de betume.

O vale do Tigris é um grande pântano desprovido de pedras e metais. Assim, embora seja um solo fértil para a agricultura, só foi possível haver cidades ali quando os homens fizeram canais de drenagem e estabeleceram rotas de comércio que fornecessem pedras e metais, provavelmente em troca de grãos e betume. Enquanto o Egito se organizava para manter a divindade de uma casta real, Nínive se organizou para desenvolver a cidade em si: o resultado foi uma obra urbana colossal para a época. Por volta de 400 a.C., o historiador grego Heródoto escreveu sobre uma Nínive da antiguidade que fora um grande quadrado com 120 estádios (21,5 Km) de lado, onde habitaram cerca de 120 mil pessoas.

Nínive contava com ruas, aquedutos, correios e uma grande biblioteca. A ênfase de sua cultura (conforme afirmado pelas grandes esculturas de animais), entretanto, estava na conquista militar. De fato, os reis assírios mantiveram a entrada de riquezas no país através de tributos e tomadas de ricas cidades. Ao contrário dos romanos, que anexavam as regiões conquistadas a Roma, os assírios ficaram famosos por serem impiedosos e destrutivos com as culturas que dominavam. Assim, embora seu poderio militar fosse enorme, a Assíria era detestada por todas as terras ao redor e não teve nenhum apoio quando foi surpreendida pelos ataques de Midiã e da Pérsia.

O livro de Jonas também fala em Jope, um propício porto marítimo usado para o comércio de Jerusalém desde os tempos de Davi. Entre as riquezas de que Salomão desfrutou, estava o comércio de madeiras do Líbano, trigo, cevada, azeite e vinho através desse porto, que eram vendidos para outros portos em todo o Mediterrâneo (2ª Crônicas 2.15-16). Mas o principal e mais rico desses parceiros comerciais era Társis (que significa topázio), de onde vinham ouro, marfim, macacos e galinhas trazidos da África (1ª Reis 10.22). Társis ficava no extremo sul da Espanha, perto dos “Pilares de Hércules”, duas montanhas onde a Europa e a África quase se tocam. Era a porta de entrada da Europa.


Para chegar a Nínive, Jonas deveria tomar um caminho através das montanhas que o levaria por dentro do território assírio, na rota das caravanas até os rios Eufrates e Tigris, na terra onde habitaria o profeta Jeremias no futuro. Ao invés disso - que significava ir abençoar a potência que esmagava Israel - ele simplesmente decidiu que não iria a Nínive, e foi para o porto de Jope, onde pagou (caro) para embarcar rumo a Társis, na direção contrária.

Mapa do Oriente Médio mostrando a rota para Társis (Tarshish) no Mar Mediterrâneo, o Egito (Egypt), Edom, Moab, Jerusalem, o porto de Jope (Joppa), Damasco (capital da Síria), a Assíria e Ur dos caldeus (Chaldea). As montanhas aparecem em castanho, os desertos em amarelo e as planícies férteis em verde.

JONAS

Durante o reinado de Jeroboão II, Israel passou por um período de poder político, mesmo com a ameaça escancarada de uma invasão assíria (que de fato aconteceu). Contemporâneos de Jonas, os profetas no entanto avisavam continuamente que Deus já havia preparado a Assíria para subjugar Israel e fazê-los se arrepender de seguir a outros deuses. Isso incluía os próprios reis (Oséias 11.5; Amós 5.27). Qualquer israelita temeria e/ou odiaria a Assíria. Em sua grande misericórdia, entretanto, Deus parece ter se preocupado em abrandar os corações do império militar antes de tudo isso, e bastava que Jonas fosse até eles para anunciar isso. E talvez Jonas não fosse capaz de entender esse amor, como ele mesmo demonstraria.

É curioso que, diferente dos outros profetas, Jonas não recebeu o aviso de uma maldição que cairia sobre Nínive. Ele não foi alertado sobre os pecados da cidade, nem sobre a data disso (40 dias geralmente é usado na Bíblia como sinal de “muitos dias”), mas apenas foi dito: ”vai e anuncia o poder de Deus”.

O historiador babilônico Berosus (~300 a.C.) escreveu sobre um antigo deus de sua terra que introduzira o modo correto de louvar aos deuses na terra de Eridu (um patriarca sumério). Esse deus foi descrito por ele como um homem dentro de uma carpa, que ele chamou de Oanes (ou Jonas!), posteriormente identificado com outros nomes como Uan, Dagon ou Adapa. Imagens com um homem dentro de um peixe foram encontradas nas ruínas de Nínive, no séc. 19. E, mais curiosamente, quando essas ruínas foram descobertas, elas estavam soterradas sob dois montes artificiais chamados, pela população, de Kuyunjik (palácio) e Nabi Yunus (profeta Jonas, em árabe).

A FUGA

Quem poderia fugir de Deus? A Bíblia ensina que Deus vê em todos os lugares. No entanto, Jonas acreditou que poderia se distanciar do que lhe fora ordenado e simplesmente tomou o rumo de Társis, do outro lado do mundo que ele conhecia. O livro de Jonas então nos conta que uma tempestade surgiu, ameaçando naufragar o barco, e os marinheiros apressaram em jogar no mar toda a sua valiosa carga (talvez contendo ouro e azeites) para aliviar o peso da embarcação. E Jonas dormia!!! Enquanto isso, os ímpios não deixavam de invocar os seus deuses.

O mestre do navio chegou-se a ele, e disse-lhe: Que tens, dorminhoco? Levanta-te, clama ao teu Deus; talvez assim ele se lembre de nós para que não pereçamos. (Jonas 1.6)

Que espécie de profeta deixaria de clamar a Deus na ameça de sua morte? Apenas um que não confiasse Nele. Por outro lado, os ímpios logo decidiram sacrificar a Jonas para que seu barco se salvasse. Esse é sempre o sacrifício impio! E Jonas, finalmente vendo o que se tramava para além dos acontecimentos, decidiu sacrificar a si mesmo pelos outros. Eis o sacrifício de um servo do Senhor!

O resultado dessa súbita mudança de caráter foi estremecedora: “... cessou o mar da sua fúria; Temeram, pois, estes homens ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifício ao Senhor, e fizeram votos; Preparou, então o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas" (Jonas 1.15-17)

Os marinheiros se converteram e, longe do que poderia ser um monstro dos mares, reparemos que esse peixe salvou Jonas de morrer afogado, como seria de se esperar para alguém jogado em alto mar.

COMIDA DE PEIXE

Esse é o episódio preferido do livro de Jonas, e justamente o mais inverossímil. O livro diz que Jonas permaneceu 3 dias no interior do peixe. Nesse período ele compôs um Salmo lindíssimo de fé em Deus, tão lindo que muitos estudiosos supõem que todo o livro apenas coloca um contexto para a Canção de Jonas.

Em muitos aspectos a estadia de Jonas no interior do peixe é um episódio de morte do velho homem e forja (palavra adequada para isso) de um novo. É o Jonas confiante em si morrendo e apelando para a misericórdia de Deus.

Em meu desespero clamei ao Senhor,
E Ele me respondeu;
Do ventre da morte gritei por socorro,
E ouviste o meu clamor.

Jogaste-me nas profundezas,
No coração dos mares;
Correntezas formavam turbilhão ao meu redor;
Todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim.
Eu disse: fui expulso da Tua presença;
Contudo, olharei de novo para o teu santo templo.

As águas agitadas me envolveram, o abismo me cercou;
As algas marinhas se enrolaram em minha cabeça.
Afundei até os fundamentos dos montes;
À terra cujas trancas estavam me aprisionando para sempre.

Mas tu trouxeste a minha vida de volta da cova, ó Senhor meu Deus!
Quando a minha vida já se apagava,
Eu me lembrei de Ti, Senhor,
E a minha oração subiu a Ti,
ao teu santo templo.

Aqueles que acreditam em ídolos inúteis desprezam a misericórdia.
Mas eu, com um cântico de gratidão, oferecerei sacrifício a Ti;
O que eu prometi cumprirei totalmente.
A salvação vem do Senhor.

(Jonas 2.2-9; ouça ele cantado AQUI)

A passagem de Jonas pelo peixe, além de milagrosa (inclusive por um peixe capaz de fazer isso) é muito semelhante (e referida também) à morte e ressurreição de Jesus, ou até mesmo à ressurreição de Lázaro. Jonas não se refere ao fundo do mar especificamente, nem ao Shéol judaico, mas a um mundo imaginário entre sua morte e o renascimento. É possível que ele tenha sido resgatado afogado e carregado inconsciente por um barco. Muitos barcos (os gregos, por ex.) eram pintados como peixes. Considerando as passagens posteriores, por ex., temos a idéia de que Jonas regressou ao porto de Jope. Ainda havia um longo caminho até Nínive, e principalmente havia um longo caminho na completa conversão DO PROFETA. Mas o primeiro e primordial passo estava dado, com um Jonas que agora confia sua vida a Deus e não a si mesmo.  Mais ou menos como um dos filhos da parábola que Jesus contou: “Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” (Mateus 21.28-31) Eis a forma de entrar no reino de Deus. 

Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim." (Êxodo 20.1-3)

Principalmente o EU não será teu deus…

A ESTRADA PARA NÍNIVE

Uma olhada rápida no mapa mostra que Nínive estava a pelo menos 1000 Km do porto de Jope. Considerando o relevo, essa distância provavelmente dobra. Na Bíblia, isso é resumido em “E levantou-se Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor” (Jonas 3.3). A falta de relatos sobre uma viagem na rota das caravanas que durou pelo menos 1 mês (por terra) faz crer que o livro de Jonas não é uma estória passada de boca em boca por muito tempo antes de ser escrita, tal como a Odisséia, de Homero, mas um relato escrito do começo ao fim. Enquanto Homero detalhou cada local onde o rei Odisseu passou e viveu aventuras, Jonas simplesmente é devolvido à terra e reaparece em Nínive, muitíssimo longe dali. Mas eram, em Jope e Nínive, onde se poderiam encontrar materiais delicados para a escrita.

O COLOSSO DO ORIENTE

Jonas e muitos historiadores antigos chamaram a atenção para o tamanho imenso da cidade de Nínive. A cidade que comportava talvez 120 mil pessoas era de fato incrível e avançada para a sua época. Mas o livro de Jonas faz uma curiosa referência a Nínive: “Esta palavra chegou também ao rei de Nínive” (Jonas 3.6). Poderia passar despercebido o título, se “rei da Assíria” não fosse citado pelo menos 30 vezes na Bíblia, e não fosse um título temeroso empunhado por personagens como Nabucodonosor (que destruiu o 1º Templo), Dario I (que libertou os judeus da escravidão), Xerxes (que casou-se com Estér e conquistou meio mundo menos a Grécia) e Senaqueribe (que tentou destruir Jerusalém, sendo repelido pelo próprio Deus). Apenas Jonas diz “rei de Nínive”.

No ano de 824 a.C., Nínive era uma cidade ímpar. O rei moribundo da Assíria via seus dois filhos duelarem pelo trono, um deles ficando como sucessor do pai e o outro, rebelado, conquistando cidade após cidade com seu exército particular. Uma dessas cidades conquistadas era Nínive, antiga capital política e agora uma capital religiosa da Assíria. Portanto, o rei no trono de Nínive (Assur-danin-pal) era o “rei de Nínive” e não o “rei da Assíria” (que acabaria sendo o primogênito junto do velho rei). Nesse ano, um eclipse solar total ainda deixara todos apreensivos, e a chegada de um profeta trazendo anúncio de calamidade certamente seria ouvido.

De fato, Jonas anunciou a destruição iminente da cidade como culpa por um pecado bastante nebuloso: “sua malícia subiu até à Minha presença” (Jonas 1.2). E o resultado foi surpreendente: os homens de Nínive creram em Deus, proclamaram um jejum (até mesmo os animais foram postos em jejum), cobriram-se de sacos, até o rei se juntou aos cidadãos comuns nesse clamor, e convertam-se cada um do seu mau caminho, e da violência nas suas mãos (Jonas 3.8). Deus voltou atrás da profecia de destruição (ou ela nunca foi verdadeira, se pensarmos na insistência do Senhor quanto a Jonas ir lá para anunciá-la).

O hábito assírio de unir os animais ao lamento humano é citado mesmo por Heródoto, que passou por aquelas terras por volta de 400 a.C. : “Os soldados persas, em sinal de pesar, cortaram a barba e os cabelos, bem como a crina dos cavalos e dos animais de carga, enquanto deixavam escapar gritos lúgubres e lamentações que repercutiam por toda parte” (Heródoto, A História, cap. IX Calíope, verso 24).

Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ezequiel 18.23)

Reparemos que a conversão de Nínive não foi duradoura, mas a cidade foi destruída por Nabucodonosor II alguns anos depois, quando ele fundaria o império babilônico. É possível que tudo isso fosse, na verdade, um pano de fundo para que o próprio profeta se convertesse: após ver toda Nínive se curvar ao Senhor, Jonas retira-se irado. Como o Senhor poderia salvar uma potência opressora como aquela?

MEU PÉ DE MAMONA

No original em siríaco, aparece a palavra ciceion (em grego kikayon), que já foi traduzida de diversas formas. Não é um nome comum, ou uma planta de largo uso agrícola para que sua definição tenha sido preservada. Os primeiros tradutores bíblicos Jerônimo e Agostinho de Hippona identificaram a planta como provavelmente um tipo de mamona do mediterrâneo, da qual se extraem óleos não comestíveis.

Mas isso [a salvação de Nínive] desagradou extremamente a Jonas, e ele ficou irado. E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (Jonas 4.1-3).

Obviamente Nínive era odiada pelos hebreus, era o “World Trade Center” de uma potência opressora. Jonas preferia ver a cidade queimar do que salva! E Deus o ajudaria nisso? Obviamente não. Deus é bom e misericordioso, mesmo com os inimigos de Israel. Ele não é o “Deus de Jonas”, é o “Deus melhor que Jonas”. No fim, Jonas sai da cidade e se compadece da morte de um pé de mamona que havia crescido ao lado de sua cabana. Deus usa essa planta para ensinar ao profeta como numa “parábola real”: se você, homem, se compadece de um simples pé de mamona que não fez nem regou, Eu não iria me compadecer de toda uma cidade?

[DES]CONCLUINDO

A estadia de Jonas no interior de um animal por 3 dias é tão inverossímil (apesar de atraente) que facilmente colocaria o livro fora da história judaica e mais ainda da cristã. De fato, esse episódio é quase SÓ O QUE as pessoas se lembram do livro de Jonas, colocando em segundo plano a mensagem de conversão de um profeta que o livro tenta mostrar. No entanto, o próprio Jesus fez questão de incluir Jonas na cristandade:

E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas. Porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração. (Lucas 11.29-30)

Jonas esteve "morto" por 3 dias e retornou, depois anunciou que Nínive deveria se arrepender. Eis um sinal que Jesus deixou muito claro. Seríamos capazes de fazer o que os ninivitas fizeram? Arrepender-nos?

Jonas é o único livro da Bíblia que termina com uma pergunta, de forma abrupta e sem explicações. Em poucos versos, ele descreve a conversão do profeta e de toda uma cidade, com um Deus que se mostra implacável, criativo e amoroso para com todos dentro e fora de Israel. Como se preocupar com cavalos e carros, e não com as pessoas que têm fome e sofrem?

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CÊ ATÉ QUI QUEM SABE PODE VÊ

Adapa - wikipedia
Ancient History Encyclopedia - Nineveh.
Bible Gateway, Jonah 4.
Cristallinks: Nineveh.
ChristianAnswers.net - How could Jonah survive three days in the belly of a “whale”?
Euclides Martins Balancin, Ivo Storniolo, Como ler o livro de Jonas, ed. Paulus, 1994.
Gerard Gertoux, Dating the Warning of Jonah Against Nineveh
GotQuestions.org - Whas Jonah truly swallowed by a whale?
Julian Huxley, From an antique land, cap. 12, ed. Max Parrish - Londres, 1954.
Hannah’s cupboard - Jonah's prayer
Heródoto, A História.
Myers Park United Methodist Church, Nineveh: the wicked city
Nineveh - wikipedia
Vision Viewpoint Blog, King Ashurdan III of Nineveh and Jonah “Chapter 5”, 25 jan 2011.


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